O dólar à vista fechou esta quarta-feira (5) praticamente estável, com leve queda de 0,05%, a R$ 5,13. A cautela dos investidores foi provocada pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) e pelo avanço da disputa eleitoral, fatores que limitaram uma valorização do real.
A expectativa predominante era de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic — confirmada após o fechamento do mercado —, acompanhado de sinais sobre a continuidade do ciclo de redução dos juros.
Além da política monetária, investidores monitoraram o cenário eleitoral. Pesquisas divulgadas mostraram mudanças nas intenções de voto para a eleição presidencial, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) confirmou o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente em sua chapa.
Segundo operadores, a combinação entre incertezas fiscais e o cenário político reduziu o espaço para uma valorização mais forte do real, mesmo com o ambiente externo mais favorável às moedas de países emergentes.
Mercado externo pressiona dólar
No exterior, a moeda americana perdeu força após a divulgação do relatório da ADP, que mostrou a criação de 44 mil vagas de emprego no setor privado dos Estados Unidos em julho, abaixo da expectativa do mercado, de 75 mil.
O resultado aumentou a expectativa em torno do relatório oficial de emprego dos EUA, conhecido como payroll, que será divulgado na sexta-feira (7).
Com dados mais fracos, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuou 0,15%, para 99,711 pontos.
Petróleo também influencia o câmbio
Os preços do petróleo apresentaram comportamento mais estável após as fortes oscilações dos últimos dias. O contrato do petróleo Brent para outubro fechou em alta de 0,11%, cotado a US$ 79,45 por barril, embora ainda acumule perdas de dois dígitos na semana.
Analistas do Citi destacaram que, nas últimas semanas, as moedas latino-americanas passaram a acompanhar de forma mais próxima as oscilações do petróleo. Segundo o banco, a queda da commodity tem reduzido o desempenho do real, enquanto favorece outras moedas da região, como o peso chileno.











