O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos subiu 0,1% em julho, na comparação com junho, segundo dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo Departamento do Trabalho. Na comparação anual, a inflação ficou em 3,4%.
Os resultados vieram em linha com as projeções de analistas consultados pelo Projeções Broadcast, que esperavam alta mensal de 0,1% e avanço de 3,4% em 12 meses.
Em junho, o CPI havia registrado queda de 0,4% na comparação mensal e alta de 3,5% em 12 meses.
Núcleo da inflação dos EUA avança 0,2%
O núcleo do CPI, que exclui os preços de alimentos e energia por serem mais voláteis, subiu 0,2% em julho, também em linha com as expectativas. Na comparação anual, o núcleo avançou 2,5%, ante 2,6% em junho. A leitura mensal também representa uma aceleração em relação ao mês anterior, quando o núcleo ficou estável.
O núcleo é acompanhado de perto pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, por ajudar a identificar tendências mais persistentes da inflação. Segundo o CIBC, o resultado de julho não trouxe surpresas e pode dar maior margem para dirigentes do Fed manterem os juros inalterados na reunião de setembro.
O banco destacou que a inflação cheia foi beneficiada pela queda dos preços da gasolina. Os preços de bens, excluindo alimentos e energia, avançaram 0,2%, após duas quedas mensais consecutivas.
Os preços de abrigo subiram 0,1%, repetindo o resultado de junho, enquanto o seguro de veículos caiu 0,2%, na terceira queda mensal consecutiva.
Mercado reduz aposta de alta dos juros em setembro após CPI
Após a divulgação do CPI, o mercado reduziu levemente a probabilidade de uma alta de 0,25 ponto percentual nos juros americanos em setembro, segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group.
Por volta das 9h45, pelo horário de Brasília, a probabilidade de aumento da taxa estava em 43%, ante 45,9% antes da divulgação. Já a chance de manutenção dos juros subiu de 54,1% para 57%.
Para outubro, mês considerado o mais provável para uma eventual retomada das altas, as apostas também ficaram divididas. A probabilidade de aumento caiu de 60,3% para 57,4%, enquanto a de manutenção passou de 39,7% para 42,6%.
Considerando o horizonte até dezembro, a possibilidade de alguma alta nos juros recuou de 76,1% para 74,4%.
Dados de agosto ganham importância
Para a Capital Economics, os dados de inflação divulgados nesta terça-feira e o índice de preços ao produtor (PPI), previsto para esta quarta-feira (13), dificilmente serão suficientes para aumentar a urgência por uma alta dos juros em setembro.
Com isso, a consultoria avalia que a decisão do Fed dependerá principalmente dos dados de inflação referentes a agosto.
A Capital Economics também avaliou que as quedas nos preços de hospedagem fora de casa podem estar relacionadas ao arrefecimento dos efeitos da Copa do Mundo. Segundo a consultoria, isso pode limitar a repetição desse movimento no próximo mês.
Nos demais componentes de serviços, a evolução dos preços foi considerada moderada, apesar da alta das passagens aéreas, influenciada pelo ajuste nos preços dos combustíveis.
Antes da divulgação do PPI, a Capital Economics estima alta mensal de 0,21% para o núcleo do PCE (índice de preços de gastos com consumo), uma das principais medidas de inflação acompanhadas pelo Fed. Caso a projeção se confirme, a taxa anual ficaria em 3,3%, ainda acima da meta de 2%.











