O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quarta-feira (12) em queda de 0,23%, aos 167.491,07 pontos. O movimento ocorreu em meio à saída de recursos estrangeiros e após a forte baixa registrada na sessão anterior.
Com o resultado, o índice recuou pelo sétimo dia consecutivo. Em agosto, a Bolsa ainda não registrou um pregão de alta e acumula baixa de 5,90%.
Segundo analistas, os investidores estrangeiros retiraram R$ 7,2 bilhões do mercado de ações brasileiro em agosto até o dia 10. O fluxo de saída contribuiu para o descolamento da Bolsa brasileira em relação aos mercados internacionais.
Em fala ao Broadcast, Ricardo Modé, CIO da Etti Partners, disse que o fluxo estrangeiro ficou mais irregular após a entrada de recursos observada no início do ano. Segundo ele, essa saída concentrada ajuda a explicar o desempenho do Ibovespa.
Cenário político segue no radar
O cenário político brasileiro também permaneceu entre os fatores acompanhados pelos investidores. Pesquisas eleitorais recentes apontaram vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL).
Além disso, o mercado segue repercutindo o corte da recomendação para ativos brasileiros feito pelo JPMorgan na sessão anterior. A avaliação contribuiu para aumentar a cautela e estimular a saída de recursos estrangeiros.
Destaques do Ibovespa
A Petrobras voltou a cair, com as ações recuando 0,45% (PETR3) e 0,50% (PETR4). O movimento ocorreu em meio à estabilidade do petróleo em patamares elevados. Na outra ponta, a Vale subiu 0,74%, superando a alta do minério de ferro.
Os bancos também fecharam majoritariamente em baixa. Itaú caiu 1,46%, enquanto o Banco do Brasil recuou 1,45%. Santander foi exceção, com alta de 0,34%.
Entre as maiores altas do pregão ficaram Embraer (+4%), CSN Mineração (+3,95%) e Gerdau (+2,98%). Já entre as quedas, estiveram Braskem (-7,80%), Direcional (-4,72%) e Totvs (-4,15%).
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