O forte terremoto que atingiu a Colômbia na segunda-feira (10) colocou a cadeia de produção e exportação de café do país em alerta. O tremor, de magnitude 7,4, atingiu áreas próximas a importantes regiões produtoras e provocou interrupções temporárias em operações de processamento, armazenamento e transporte.
A Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia (FNC) informou que algumas atividades foram suspensas por precaução. Equipes da entidade e da Almacafé, responsável por parte das operações de armazenamento e logística do café colombiano, passaram a avaliar as condições das instalações e da infraestrutura.
Até o momento, a FNC não informou o volume de perdas nas lavouras nem estimou uma eventual redução da produção provocada pelo terremoto.
Impacto pode aparecer primeiro na logística do café
Embora eventuais danos aos cafezais sejam monitorados pelo mercado, os primeiros impactos identificados estão concentrados na infraestrutura da cadeia cafeeira.
Na prática, isso significa que o terremoto pode atrasar o fluxo de café, mesmo que as perdas diretas nas plantações sejam limitadas. Danos em estradas, armazéns, equipamentos e unidades de processamento podem dificultar o deslocamento dos grãos e atrasar embarques internacionais.
O histórico da região também é acompanhado. Após o terremoto de 1999, avaliações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicaram poucos danos diretos aos cafezais, mas impactos sobre estruturas de processamento, armazéns, equipamentos, moradias de trabalhadores e estradas.
Por isso, além das lavouras, o mercado deve monitorar a capacidade de beneficiamento, armazenamento, transporte e exportação do café colombiano.
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