O dólar à vista fechou esta quinta-feira (13) em alta de 0,25%, a R$ 5,19, e registrou a quarta sessão seguida de valorização. Operadores apontam que investidores estrangeiros continuam reduzindo posições em ativos brasileiros.
O movimento ganhou força na terça-feira (11), após o JPMorgan alterar sua recomendação para o Brasil e pesquisas eleitorais reforçarem o favoritismo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial.
Analistas também avaliam os efeitos do projeto de lei complementar (PLP) que reduz a tributação sobre combustíveis. O texto recebeu medidas que, segundo os analistas ouvidos pela Broadcast, ampliam as despesas públicas, incluindo benefícios para a produção de fertilizantes e a exploração de minerais críticos, além da autorização para gastos da área de Defesa fora da meta fiscal em 2026.
O projeto também estabelece uma trava para o crescimento das despesas da União a partir de 2027. A medida permite a elaboração do Orçamento do próximo ano, pressionado por despesas obrigatórias, mas não assegura uma redução da relação entre dívida líquida e Produto Interno Bruto (PIB).
Com o resultado, a moeda norte-americana acumula alta de 2,15% na semana e de 2,42% em agosto.
Juros dos EUA e petróleo influenciam o dólar
No exterior, o índice DXY, que acompanha o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, operava em baixa de 0,04%, aos 99,972 pontos, por volta das 17h. Durante o pregão, o indicador chegou a superar os 100 pontos, atingindo 100,083.
As taxas dos Treasuries, títulos do governo dos EUA, recuaram após a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) de julho. O indicador veio após o índice de preços ao consumidor (CPI), divulgado na quarta-feira (12).
O petróleo também caiu mais de 2% durante a sessão, embora as cotações continuem acima de US$ 80 por barril.
As movimentações influenciaram as expectativas sobre os juros dos Estados Unidos. Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, as apostas majoritárias para uma eventual alta dos juros pelo Federal Reserve migraram de outubro para dezembro.
As probabilidades de alta nas reuniões de setembro e outubro recuaram. O mercado, porém, ainda acompanha os próximos dados de inflação e emprego antes da decisão do Fed.











