O dólar à vista fechou esta quarta-feira (19) em queda de 0,86%, a R$ 5,17. O movimento ocorreu após o Tesouro dos Estados Unidos informar que pode até dobrar o volume de recompra de títulos de longo prazo.
A perspectiva de maior liquidez reduziu a pressão no mercado de renda fixa dos EUA, da Europa e do Japão e favoreceu a procura por ativos de risco. O movimento também atingiu o mercado de câmbio. O iene, por exemplo, se valorizou.
O real ficou entre as moedas de mercados emergentes com maior valorização. A alta ocorreu após uma sequência de perdas atribuída ao reposicionamento de investidores estrangeiros, que reduziram a exposição a ativos brasileiros diante da proximidade das eleições.
Apesar da queda, o dólar ainda acumula alta de 1,83% na semana e de 2,09% em agosto.
Ata do Fed tem pouco impacto sobre o dólar
A ata da reunião de política monetária do Fed, realizada em julho. Na ocasião, três dirigentes votaram a favor de uma alta da taxa básica de juros. O documento mostrou preocupação da instituição com a inflação, mas não indicou consenso para uma elevação imediata dos juros.
Em fala ao Broadcast, Leonardo Costa, economista do ASA, a ata mostra que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) permanece majoritariamente em posição de espera, embora exista uma parcela relevante de dirigentes favorável a uma política monetária mais restritiva.
Índice DXY recua
O índice DXY, que acompanha o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, recuava 0,87% no fim da tarde, aos 98,793 pontos, próximo da mínima de 98,770 pontos.
Os rendimentos dos Treasuries de 10 e 30 anos caíram durante a sessão. Já o retorno dos títulos de dois anos, mais sensível às expectativas para os próximos passos do Federal Reserve (Fed), operou com viés de alta.











