O dólar à vista fechou esta sexta-feira (21) em queda de 0,93% frente ao real, a R$ 5,14 — menor desde 10 de agosto. O desempenho ocorreu em um ambiente externo de maior busca por ativos de risco, com redução das tensões no Oriente Médio e acomodação dos preços do petróleo.
Outro fator acompanhado pelos investidores foi a decisão do Tesouro dos Estados Unidos de ampliar as recompras de títulos de longo prazo. O anúncio, feito na quarta-feira (19), pode contribuir para reduzir a pressão sobre os rendimentos dos Treasuries e, consequentemente, sobre o dólar.
A trajetória do petróleo continua entre os principais fatores de atenção para as moedas emergentes. As cotações da commodity ficaram próximas da estabilidade hoje, mas acumulam alta superior a 5% na semana. O Brent para outubro era negociado próximo de US$ 94 por barril.
A alta do petróleo aumenta as expectativas de inflação e, consequentemente, influencia as apostas sobre a trajetória dos juros nos EUA. A ata da última reunião do Federal Reserve (Fed) mostrou que vários dirigentes consideram necessário manter uma política monetária mais restritiva.
Apesar da queda, o dólar acumulou alta de 1,21% na semana. Em agosto, a moeda ainda registra valorização de 1,47%.
Eleições também influenciam o dólar
No mercado doméstico, a expectativa em torno da corrida presidencial também esteve no radar dos investidores. Em entrevista ao Broadcast, Gustavo Cruz, estrategista-chefe da Sincra, afirmou que a possibilidade de uma disputa mais acirrada pode ter contribuído para o movimento do real.
O mercado acompanha a divulgação de novas pesquisas eleitorais, incluindo levantamento do Datafolha previsto para esta sexta-feira (21).











