O dólar à vista fechou esta segunda-feira (24) em alta de 0,16%, a R$ 5,15. No exterior, a moeda norte-americana ganhou força diante da cautela dos investidores com os próximos passos do Federal Reserve (Fed) e com as tensões envolvendo Estados Unidos e Irã.
O governo norte-americano anunciou hoje que pretende aplicar sanções contra países que mantenham relações econômicas com o Irã. A medida faz parte da operação denominada “Economic Outcast”, apresentada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent.
Apesar do anúncio, o mercado não registrou aumento significativo da aversão ao risco. Bessent não informou quais países serão alvo das medidas durante a coletiva de imprensa. O petróleo também contribuiu para reduzir a pressão sobre os mercados. As cotações da commodity recuaram mais de 2%, devolvendo parte da alta superior a 6% registrada na semana passada.
O movimento também ocorreu em meio às expectativas sobre o cenário eleitoral brasileiro. Durante a sessão, houve especulações sobre uma possível redução da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida presidencial.
Levantamento do Datafolha, contudo, não confirmou uma mudança relevante nesse cenário. Em uma simulação de segundo turno, Lula apareceu numericamente à frente de Flávio Bolsonaro, mas os dois ficaram tecnicamente empatados dentro da margem de erro.
Agora, o dólar acumula alta de 1,63% em agosto frente ao real.
Dólar sobe no exterior
No exterior, os investidores também aguardam novos sinais sobre a política monetária dos EUA. O presidente do Federal Reserve (Fed) deve participar do Simpósio de Jackson Hole, que começa nesta quinta-feira (27).
O DXY, índice que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, operou em alta nesta segunda-feira (24). Por volta das 17h, o indicador subia 0,22%, aos 99,016 pontos, após atingir máxima de 99,063 pontos.
Apesar da alta no dia, o Dollar Index ainda acumula queda de cerca de 0,80% em agosto. O recuo foi influenciado principalmente pela queda registrada na semana passada, após o Tesouro anunciar que pretende dobrar as recompras de títulos de longo prazo.











