O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta segunda-feira (24) em alta de 0,51%, aos 171.906,72 pontos. A alta foi sustentada principalmente pelas ações da Vale e bancos, enquanto a Petrobras recuou em meio à queda do petróleo no mercado internacional.
O petróleo Brent para novembro caiu mais de 2%, para US$ 90,54 por barril, influenciado pelas incertezas relacionadas aos conflitos no Oriente Médio.
No cenário externo, os Estados Unidos anunciaram novas sanções contra empresas e pessoas ligadas ao Irã. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, também afirmou que países com relações econômicas com Teerã podem sofrer restrições de acesso ao sistema financeiro baseado no dólar.
Em entrevista ao Broadcast, Gabriel Magno, chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital, disse que a alta da Vale ocorreu em meio ao aumento do fluxo comprador e pode indicar o retorno de investidores estrangeiros à Bolsa brasileira.
A queda do petróleo também reduziu a pressão sobre empresas mais sensíveis aos juros. O movimento pode favorecer as expectativas de continuidade dos cortes da Selic pelo Banco Central (BC), de acordo com Marcel Andrade, head de Investments Solutions da SulAmérica Investimentos.
O cenário político e macroeconômico brasileiro continua no radar dos investidores, enquanto o calendário eleitoral adiciona incertezas às decisões de alocação.
Destaques do Ibovespa
As ações de empresas de grande porte e alta liquidez, a Vale teve a maior alta, de 2,80%. Os papéis da Petrobras recuaram 2,51% (ON) e 2,32% (PN), acompanhando a queda do petróleo no mercado internacional.
No setor financeiro, Itaú subiu 0,34%. Bradesco avançou 0,18%, enquanto Banco do Brasil ganhou 0,92%. BTG Pactual avançou 1,45%.
Entre as maiores altas do pregão ficaram Yduqs (+12,83%), Usiminas (+8,70%) e CSN (+7,72%). Já entre as quedas, estiveram Braskem (-6,71%), MBRF (-5,53%) e Azzas (-3,96%).
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