O dólar à vista fechou esta quinta-feira (27) em alta de 0,20%, a R$ 5,16, sem um fator específico, segundo operadores. O mercado, porém, opera com cautela antes do discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, no Simpósio de Jackson Hole.
No Brasil, o Banco Central (BC) realizou, pela manhã, o chamado “casadão”, operação que combina a venda de dólares no mercado à vista com a oferta de contratos de swap cambial reverso. Na operação, foram ofertados 20 mil contratos, equivalentes a US$ 1 bilhão. A oferta de dólares no mercado à vista foi totalmente absorvida, com 12 propostas aceitas.
Em fala ao Broadcast, Marcos Weigt, diretor de Tesouraria do Travelex Bank, disse que a cotação atual do dólar já incorpora uma probabilidade majoritária de pelo menos uma elevação dos juros pelo Fed ainda neste ano.
O risco, segundo ele, está em dados de atividade econômica e inflação dos Estados Unidos acima das expectativas, o que poderia levar o mercado a considerar um ciclo de aperto monetário maior em 2027.
Com o resultado, a moeda norte-americana acumula alta de 0,33% na semana e de 1,81% em agosto. No ano, porém, a moeda ainda registra queda de 5,96%.
Petróleo pressiona moedas emergentes
Após três sessões consecutivas de queda, o petróleo subiu 1,82%, a US$ 88,52 por barril, impulsionado pelo impasse nas negociações para a reabertura total do Estreito de Ormuz e pelo recrudescimento do conflito entre Rússia e Ucrânia.
O movimento pressionou as taxas dos Treasuries, títulos do governo dos Estados Unidos, que subiram.
No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, ficou próximo da estabilidade, na região de 99,150 pontos.











