O dólar à vista fechou esta sexta-feira (28) em alta de 0,67%, a R$ 5,19, acompanhando a valorização da moeda no exterior após declarações do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, aumentarem as apostas em uma possível alta dos juros nos Estados Unidos em setembro.
Durante o Simpósio de Jackson Hole, ele afirmou que o banco central americano terá “trabalho a fazer” caso não haja sinais claros de que a inflação esteja avançando de forma rápida em direção à meta de 2%.
A ferramenta FedWatch, do CME Group, indicava no início da tarde cerca de 55% de probabilidade de uma alta dos juros pelo Fed no próximo mês.
Na semana, o dólar acumulou alta de 1%. Em agosto, a valorização chega a 2,49%. Apesar da alta da moeda americana, o real teve desempenho melhor que outras moedas de países emergentes.
Caged reforça expectativa de corte da Selic
No Brasil, os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de julho mostraram geração de empregos abaixo das expectativas.
O resultado reforçou a percepção de moderação do mercado de trabalho e, consequentemente, a avaliação de que existe espaço para novos cortes da taxa Selic.
A expectativa majoritária do mercado é de uma redução de 0,25 ponto percentual na próxima decisão do Banco Central, levando a Selic para 13,75% ao ano.
Banco Central amplia liquidez no câmbio
Ontem (27), o Banco Central vendeu US$ 1 bilhão no mercado à vista, em operação combinada com uma oferta de swaps cambiais reversos no mesmo valor. Segundo operadores, a operação contribuiu para ampliar a liquidez do mercado.
Os ajustes tradicionais de fim de mês, como remessas de recursos ao exterior e a rolagem de contratos futuros, também já teriam sido realizados em grande parte, reduzindo a pressão adicional sobre o câmbio.











