As bolsas dos Estados Unidos fecharam esta terça-feira (1) em queda, pressionadas pela alta dos preços do petróleo e dos juros dos Treasuries. O movimento aconteceu diante da escalada das tensões no Oriente Médio.
Após ataques contra o Irã e a promessa de Teerã de responder às ações militares dos EUA, o petróleo WTI avançou ao maior nível desde o fim de julho.
Os juros dos Treasuries também subiram durante a sessão. O movimento reforçou as preocupações de que o Federal Reserve (Fed) possa adotar uma política monetária mais restritiva na reunião deste mês.
Analistas do SG Markets avaliam que os próximos dados de inflação podem levar o Fed a elevar os juros em 0,25 ponto percentual ainda neste mês. Segundo a análise, novas altas poderiam ocorrer em dezembro e março.
Confira o desempenho dos índices de Nova York:
- Dow Jones caiu 0,79% (52.766,88 pontos);
- S&P 500 recuou 0,71% (7.631,47 pontos);
- Nasdaq teve queda de 1,03% (26.099,77 pontos).
Movimentações no mercado de ações
As empresas relacionadas à inteligência artificial (IA) estiveram entre as principais perdas da sessão, em um movimento de redução da exposição a ativos considerados de maior risco. O iShares AI Innovation and Tech Active ETF, fundo negociado em bolsa que reúne empresas relacionadas à IA e tecnologia, caiu 1,9%.
As ações da fabricante de cartões de memória SanDisk caíram 1,9%. Os papéis da Intel recuaram 0,6%, enquanto Marvell também perdeu 0,6%. Na contramão, as ações da Apple subiram 2,61%. A alta ocorreu no primeiro dia de John Ternus como CEO da companhia.
O setor de construção foi pressionado após os gastos com construção nos EUA recuarem 0,5% em julho. Segundo os dados apresentados, o indicador atingiu o menor nível desde outubro de 2023.
O iShares U.S. Home Construction ETF, que acompanha empresas de construção residencial, caiu 2,4%. As ações da Home Depot também recuaram 2,4%.
Entre os 11 setores que compõem o S&P 500, quatro terminaram o pregão em alta. O setor de energia liderou os ganhos, com avanço de 1,5%. As ações da ExxonMobil e da Chevron subiram mais de 2% cada, acompanhando a valorização do petróleo.











