A B3 (B3SA3) reduziu em 40% o tempo de entrega de produtos e multiplicou por cinco a capacidade de desenvolvimento de soluções nos últimos dois anos com o uso de inteligência artificial. O avanço foi divulgado pela companhia nesta quarta-feira (30) e muda o ritmo com que a Bolsa brasileira atende investidores, corretoras, bancos e demais participantes.
O catálogo atual da empresa reúne 35 LLMs (grandes modelos de linguagem, na sigla em inglês) e cerca de 3 mil agentes de IA em operação. Essas ferramentas estão embutidas na rotina dos times de tecnologia e são utilizadas em atividades como geração e revisão de código, automação de testes, desenvolvimento de protótipos e construção de aplicações.
Segundo a B3, foram exatamente essas iniciativas que ajudaram a encurtar etapas do processo de desenvolvimento e a acelerar o lançamento de novos produtos e funcionalidades.
B3 tem menos espera entre a ideia e o produto no ar
Para uma empresa responsável pela infraestrutura do mercado financeiro, reduzir o tempo de desenvolvimento significa responder mais rapidamente às demandas de quem opera no dia a dia da bolsa. Na prática, a equipe consegue realizar testes, ajustes e entregas num ritmo significativamente maior do que há poucos anos. Novos produtos e funcionalidades chegam antes a corretoras, bancos e investidores, reduzindo o intervalo entre a identificação de uma necessidade e a solução disponível.
O ganho de produtividade também aparece na multiplicação por cinco da capacidade de desenvolvimento no período, o que indica que a B3 consegue tocar mais iniciativas ao mesmo tempo sem alongar o prazo de entrega. Esses números refletem os últimos dois anos de uso estruturado da IA, segundo a companhia.
“A inteligência artificial amplia a capacidade dos nossos times e muda a velocidade com que conseguimos desenvolver e colocar novas soluções em produção. Esse ganho de produtividade e qualidade permite responder com mais agilidade às necessidades do mercado, mantendo os processos de validação e os padrões de segurança necessários para uma infraestrutura crítica”, afirmou Thiago Suzano, diretor de Tecnologia da B3, em comunicado.
Supervisão humana antes de qualquer entrega
A ampliação do uso de inteligência artificial acontece dentro de uma estrutura de governança, segurança e supervisão humana. As soluções desenvolvidas com apoio da tecnologia passam por processos de validação antes de serem implementadas, seguindo os padrões exigidos para uma infraestrutura crítica do mercado de capitais.
Segundo a companhia, a experiência mostrou que a adoção da IA exige processos claros, disciplina operacional e acompanhamento constante dos resultados gerados pelas ferramentas. As decisões continuam sob responsabilidade das equipes, que revisam e validam as aplicações antes da utilização. Esse desenho preserva a confiabilidade da plataforma enquanto o ciclo de desenvolvimento fica mais veloz.
Nota de transparência: Este conteúdo contou com o auxílio de inteligência artificial na seleção e organização das informações, com base nas fontes citadas, e foi revisado por jornalistas antes da publicação.










