As bolsas dos Estados Unidos fecharam esta terça-feira (6) em alta, com o S&P 500 e o Nasdaq renovando seus recordes de fechamento, apoiados pela queda nos rendimentos dos Treasuries e pelo avanço das ações de tecnologia.
Apesar das máximas, a alta permanece concentrada em um grupo de grandes empresas. Segundo a Capital Economics, a companhia média do setor de tecnologia está mais de 20% abaixo de sua máxima histórica, enquanto as empresas de maior capitalização concentram boa parte do movimento.
A consultoria também apontou que a maioria dos índices setoriais permanece cerca de 10% abaixo dos seus picos. Segundo a análise, a concentração dos ganhos pode indicar menor sustentabilidade do movimento caso o desempenho não se amplie para outros segmentos.
Confira o desempenho dos índices de Nova York:
- Dow Jones: subiu 0,49%, aos 51.521,28 pontos;
- S&P 500: avançou 0,58%, aos 7.818,93 pontos;
- Nasdaq Composite: ganhou 0,45%, aos 27.599,79 pontos.
Movimentações no mercado de ações
Segundo o Financial Times, os bancos dos EUA começaram a distribuir parte de um pacote de US$ 60 bilhões em dívida destinado ao financiamento de chips para a Anthropic. O acordo envolve a compra de semicondutores do Google e representa uma das maiores operações de financiamento relacionadas à infraestrutura de inteligência artificial (IA).
Bank of America, Citi e Morgan Stanley se comprometeram com a operação e procuram outros bancos para absorver parte dos empréstimos.
A dívida é parcialmente garantida pela Broadcom. Do total, cerca de US$ 42 bilhões correspondem a empréstimos seniores com garantia e outros US$ 18 bilhões a uma tranche júnior. A Blackstone já indicou interesse em adquirir cerca de US$ 9 bilhões dessa parcela.
Fora do setor, a Paramount concluiu a aquisição da Warner Bros. Discovery (WBD), após receber as aprovações regulatórias necessárias. Com a operação, a companhia passa a reunir ativos de mídia e entretenimento sob uma única estrutura e adotará o nome Skydance.
Fed alerta para possível escassez de chips
A presidente do Federal Reserve de São Francisco, Mary Daly, afirmou em entrevista ao Axios que algumas empresas estão se preparando para uma possível escassez de chips provocada pelo avanço da inteligência artificial.
A combinação entre a demanda por IA, tarifas e custos mais elevados de energia pode fazer com que os preços dos chips permaneçam elevados por mais tempo, além de dificultar a desaceleração da inflação e aumentar a pressão para que a política monetária permaneça restritiva, segundo ela.










