O dólar à vista fechou esta terça-feira (6) em queda de 0,52%, a R$ 4,97, abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde 12 de maio. A moeda norte-americana acompanhou o ambiente mais favorável às moedas emergentes e a redução dos prêmios de risco após o resultado do primeiro turno das eleições.
A percepção de redução do prêmio de risco associado ao Brasil continua entre os principais fatores para a valorização do real após o primeiro turno.
Em fala ao Broadcast, o economista-chefe da Análise Econômica, André Galhardo, atribuiu o movimento à expectativa de continuidade da redução do prêmio de risco embutido na taxa de câmbio. Segundo ele, o principal gatilho é a possibilidade de uma reforma fiscal em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.
“Depois da queda expressiva ontem, era até esperado que houvesse uma realização, com uma pequena alta do dólar hoje. Não é o que aconteceu. Há espaço para mais apreciação do real, embora de forma mais lenta e modesta”, afirmou Galhardo.
Nos dois últimos pregões, o dólar acumula queda de 4,62%. No ano, a desvalorização da moeda americana frente ao real supera 9%.
Dólar perde força no exterior
No mercado internacional, o dólar também perdeu valor frente a uma cesta de moedas fortes. O índice DXY, que acompanha o desempenho da moeda americana contra seis divisas, recuava 0,31% por volta das 17h, aos 101,848 pontos.
O movimento ocorreu principalmente com a recuperação do euro, que vinha sendo pressionado por preocupações fiscais na França.
Os rendimentos dos Treasuries também recuaram nesta terça. Apesar disso, Galhardo destacou que o ambiente externo ainda é de juros elevados nos países desenvolvidos, principalmente nos Estados Unidos, o que limita o espaço para uma valorização mais intensa do real.










