O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta terça-feira (6) em queda de 0,52%, aos 205.835,29 pontos, pressionado por uma realização de lucros após a alta registrada no primeiro pregão depois do primeiro turno das eleições.
Apesar do recuo, o índice permaneceu acima dos 200 mil pontos e acumula valorização de 10,46% em apenas quatro pregões de outubro. No ano, a alta chega a 27,75%. O volume financeiro continuou acima da média recente, em aproximadamente R$ 43 bilhões.
O quadro eleitoral continuou no centro das atenções após o primeiro turno. Analistas associam uma eventual alternância de poder à possibilidade de uma política fiscal mais restritiva e, consequentemente, a um cenário de juros menores no futuro.
Analistas ponderam, porém, que a continuidade do movimento dependerá das sinalizações econômicas apresentadas até o segundo turno. Em fala ao Broadcast, Diego Barnuevo, analista de mercados da Ebury, afirmou que, caso o resultado esperado por parte dos investidores se confirme, a atenção passará para a composição de um eventual governo e para os anúncios relacionados à política fiscal.
Na avaliação do especialista, uma frustração com essas sinalizações poderia interromper parte da valorização acumulada pelos ativos brasileiros.
Destaques do Ibovespa
As ações da Petrobras recuaram 1,80% (ON) e 2,78% (PN), devolvendo parte dos ganhos registrados no rali da véspera. A Vale também terminou no campo negativo, com queda de 1,44%. O mercado seguiu sem referência do minério de ferro devido ao feriado na China.
No setor financeiro, os bancos tiveram desempenho misto. O Bradesco avançou 4,40%, o Santander subiu 3,23% e o Itaú ganhou 1,96%. Na direção contrária, o Banco do Brasil caiu 6,42%, enquanto o BTG Pactual recuou 2,81%.
Ações ligadas à economia doméstica continuaram avançando. O Índice Imobiliário subiu 2,53%, enquanto o índice de small caps ganhou 1,83% e o Índice de Consumo avançou 0,81%.
Entre as maiores altas do dia ficaram Minerva (+7,40%), Cogna (+4,83%) e Vamos (+4,52%). Já entre as quedas, estiveram Banco do Brasil (-6,42%), Rumo (-3,49%) e Prio (-3,27%).










