O dólar fechou esta sexta-feira (9) em queda de 0,78%, a R$ 4,98, voltando a ficar abaixo de R$ 5. A moeda americana acompanhou a valorização de outras divisas emergentes e a percepção de redução do prêmio de risco associado ao cenário eleitoral brasileiro.
Segundo analistas, o mercado continuou a reagir às pesquisas de intenção de voto para o segundo turno, que colocaram Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A possibilidade de uma troca de governo, vista nos levantamentos do Datafolha e da AtlasIntel/Bloomberg, mantém a expectativa de redução do prêmio de risco associado ao Brasil, principalmente diante da perspectiva de mudanças na política fiscal a partir de 2027.
A repercussão de um suposto áudio em que Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, afirma ter repassado recursos para a produção de um documentário sobre Lula também foi citada por operadores como um dos fatores acompanhados pelo mercado.
Na semana, a moeda acumula queda de 4,44%. No ano, o dólar recua 9,18% frente à moeda brasileira.
Dólar sobe no exterior, mas real ganha força
No mercado internacional, o dólar apresentou comportamento diferente do registrado no Brasil. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana contra uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,08% por volta das 17h, mesmo com perdas do iene e do euro. A moeda japonesa e a europeia recuaram ao menor nível em mais de dois anos.










