A Ecopetrol Investimentos do Brasil concluiu nesta segunda-feira (18) a oferta pública para aquisição de controle (OPA) da Brava Energia (BRAV3), passando a ser acionista controladora da petroleira brasileira. Com a conclusão da operação e da aquisição privada de ações ordinárias, a companhia colombiana passou a deter 236.924.207 ações, correspondentes a aproximadamente 51% do capital social da Brava.
A aquisição das ações envolveu US$ 1,2 bilhão, financiados por meio de um empréstimo concedido por uma empresa do próprio grupo Ecopetrol. Ao todo, 116 milhões de papéis foram negociados.
O leilão da OPA foi realizado em 5 de agosto. Na ocasião, a Ecopetrol Investimentos adquiriu aproximadamente 116,1 milhões de ações ordinárias da Brava, equivalentes a cerca de 25% do capital social.
A conclusão da oferta dá sequência a um movimento iniciado em abril de 2026, quando a Ecopetrol anunciou um acordo para adquirir aproximadamente 26% da Brava por meio da compra de 120.813.490 ações ordinárias. Posteriormente, a companhia colombiana lançou uma OPA voluntária para aumentar sua participação e alcançar o controle da empresa brasileira.
Aquisição amplia presença da Ecopetrol no Brasil
Em comunicado, a Ecopetrol afirmou que a operação faz parte de sua estratégia de crescimento, fortalecimento e diversificação de portfólio.
“A transação representa um marco significativo na execução da estratégia de crescimento, fortalecimento e diversificação de portfólio da Ecopetrol. Expande a presença da empresa no Brasil, um dos mercados de energia mais dinâmicos da região e adiciona uma base substancial de reserva e produção destinada a aumentar a capacidade da Empresa de gerar valor a longo prazo para seus acionistas”.
A companhia colombiana possui atuação integrada nos segmentos de exploração e produção, transporte, logística, refino, petroquímica e energia, além de operações em diferentes países.
Com valor de mercado de US$ 36 bilhões, a Ecopetrol tem a maior parte de seu capital sob controle do governo colombiano. As ações da companhia são negociadas em Bogotá e em Nova York, nos Estados Unidos.
Controle pode mudar percepção sobre a Brava
A chegada da Ecopetrol ao comando da Brava pode influenciar a forma como o mercado avalia a companhia, principalmente em relação à capacidade de investimento, ao desenvolvimento dos campos produtores e à gestão financeira.
Para os acionistas, esses pontos ganham relevância porque a mudança de controle pode definir a estratégia da Brava para os próximos anos e a forma como seus ativos de petróleo e gás serão desenvolvidos.
A Brava foi criada em 2024 a partir da combinação dos negócios da 3R Petroleum e da Enauta. Desde então, a companhia mantém operações de exploração e produção em diferentes bacias brasileiras.
Brava pode deixar a B3?
Outro ponto de atenção para os investidores é o futuro da listagem da Brava na B3. As ações BRAV3 são negociadas no mercado brasileiro por cerca de R$ 18,72. Com a Ecopetrol assumindo o controle, o mercado aguarda para saber se a nova controladora fará um pedido de deslistagem da companhia da bolsa brasileira.
Até o momento, porém, a Ecopetrol garantiu que pretende manter o ativo por pelo menos um ano no balcão da B3. A decisão sobre a permanência ou eventual saída da companhia da Bolsa será, portanto, um dos próximos desdobramentos acompanhados pelo mercado.
A operação consolida a mudança de controle da companhia em um momento importante para a Brava. No relatório anual de 2024, a empresa registrou receita líquida de R$ 10,1 bilhões, EBITDA ajustado de R$ 3,5 bilhões, reservas provadas e prováveis superiores a 700 milhões de barris e produção média diária de 55,7 mil barris de óleo equivalente.











