Um fundo de crédito que acumula rentabilidade acima do CDI desde o início de suas atividades anunciou uma mudança importante para quem também considera a liquidez antes de investir. A partir de 27 de outubro, os novos pedidos de resgate do Sirius FIC FIDC terão o prazo reduzido de D+90 para D+60, segundo comunicado da Wiser Asset, gestora responsável pelo produto.
Na prática, serão 30 dias a menos de espera para o investidor acessar os recursos solicitados.
A mudança amplia a flexibilidade do fundo em um momento no qual o Sirius se aproxima da marca dos R$ 100 milhões em petrimônio. Segundo a lâmina de junho, o patrimônio líquido do fundo somava R$ 97,19 milhões.
Segundo a gestora, a redução do prazo será realizada sem abrir mão da estratégia e da qualidade da gestão do fundo.
FIC FIDC superou o CDI em 2026
O anúncio de melhora na liquidez vem acompanhado de um histórico recente de desempenho acima do principal indicador da renda fixa brasileira. Entre janeiro e junho de 2026, o Sirius apresentou rentabilidade de 7,33%, ante 6,85% do CDI no mesmo período. O resultado corresponde a 107,04% do CDI.
No acumulado desde o início do fundo, em 23 de dezembro de 2025, a rentabilidade chegou a 7,46%, frente a 7,14% do CDI, equivalente a 104,49% do indicador.
A lâmina de junho também mostra que o Sirius ficou acima do CDI em cinco dos sete meses considerados no histórico apresentado. Esses resultados são líquidos da taxa de administração, mas não de impostos. Rentabilidade passada não representa garantia de rentabilidade futura.
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Como funciona o Sirius?
O Sirius é um FIC FIDC, sigla para Fundo de Investimento em Cotas de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios.
Isso significa que, em vez de investir diretamente em apenas uma carteira de recebíveis, o fundo pode distribuir seus recursos entre diferentes FIDCs e estratégias do mercado de crédito.
Os FIDCs investem em direitos creditórios, que são valores que empresas ou outras instituições têm a receber. Esses créditos podem ter origem, por exemplo, em vendas parceladas, financiamentos, operações comerciais e contratos de prestação de serviços.
Ao investir por meio de um FIC FIDC, a gestão consegue selecionar diferentes fundos e operações, buscando diversificar a exposição entre emissores, gestores, setores e estruturas de crédito.
Na carteira divulgada em junho, o Sirius apresentava recursos distribuídos entre diferentes FIDCs e uma posição em fundo ligado ao Tesouro Selic. A maior exposição individual representava 16% do portfólio, enquanto as demais posições estavam divididas entre diferentes ativos.
O objetivo declarado do Sirius é superar o CDI no longo prazo por meio de uma estratégia de retorno absoluto. O fundo é destinado a investidores em geral e tem aplicação inicial mínima de R$ 1, conforme a lâmina divulgada pela gestora.
Por que fundos de crédito costumam ter prazos maiores?
Ao contrário de títulos públicos e ações negociados diariamente em bolsa, determinados ativos de crédito podem não ter liquidez imediata.
Uma antecipação forçada da venda desses ativos pode exigir descontos ou ocorrer em um momento considerado pouco favorável pela equipe de gestão.
Por isso, fundos que investem em crédito privado e direitos creditórios frequentemente estabelecem prazos maiores para resgates. Essa janela ajuda o gestor a organizar o caixa e a atender às solicitações sem precisar desmontar posições de forma precipitada.
Para o investidor, porém, um prazo longo exige planejamento. O dinheiro aplicado não deve ser confundido com uma reserva de emergência ou com recursos que poderão ser necessários de forma imediata.
A redução para D+60 busca criar um equilíbrio mais favorável: preserva um período para a gestão administrar a liquidez da carteira, mas diminui em 30 dias o tempo necessário para o investidor receber o resgate.
O que muda para o investidor?
A nova regra será aplicada aos pedidos feitos a partir de 27 de outubro.
Quem solicitar o resgate antes dessa data deverá seguir as condições vigentes no momento da solicitação. Os investidores também precisam consultar o regulamento atualizado para verificar as datas exatas de cotização e pagamento das cotas.
Ainda assim, a passagem de D+90 para D+60 pode tornar o fundo mais atrativo para investidores que desejam acessar o mercado de crédito estruturado, mas consideram três meses um período muito longo para o resgate.
Quase R$ 100 milhões sob gestão
O patrimônio líquido de R$ 97,19 milhões, registrado em junho, sinaliza que o Sirius ganhou escala poucos meses depois de iniciar suas atividades.
O crescimento do patrimônio pode contribuir para ampliar a capacidade de diversificação da carteira, embora o tamanho do fundo, isoladamente, não seja uma garantia de segurança ou rentabilidade.
Além do patrimônio, o investidor deve observar a qualidade dos ativos, os riscos das operações de crédito, a experiência da equipe, a concentração da carteira, as taxas cobradas e o prazo de resgate.
No caso do Sirius, a taxa de administração é de a 1,5% ao ano. Há também taxa de performance de 20% sobre o que exceder o CDI. A administração é realizada pelo BTG Pactual Serviços Financeiros e a gestão fica sob responsabilidade da Wiser Asset.
O Sirius faz sentido dentro de uma carteira diversificada?
Um fundo de crédito não deve ser avaliado de forma isolada. O peso adequado de cada investimento depende de fatores como:
- necessidade de liquidez;
- objetivos financeiros;
- prazo disponível;
- tolerância ao risco;
- concentração em emissores e setores;
- exposição já existente a crédito privado;
- necessidade de geração de renda ou crescimento patrimonial.
Mesmo um produto que tenha superado o CDI recentemente pode não ser adequado para todos os investidores.
Por isso, a construção de uma carteira exige mais do que comparar rentabilidades. É necessário entender como cada ativo se relaciona com os demais e qual função ele cumpre dentro da estratégia.
Gestão profissional vai além da escolha de um fundo
A carteira administrada da Wiser Asset parte de uma visão mais ampla do patrimônio. Em vez de o investidor precisar selecionar, acompanhar e rebalancear cada aplicação por conta própria, uma equipe profissional passa a conduzir a alocação de acordo com o perfil, os objetivos e o horizonte definidos.
Esse acompanhamento pode envolver diferentes classes de ativos, níveis de liquidez e estratégias de investimento. O objetivo não é depender do desempenho de um único fundo, mas construir uma carteira diversificada, acompanhar as mudanças de mercado e realizar ajustes quando necessários.
Produtos como o Sirius podem fazer parte dessa estrutura, desde que sejam compatíveis com o perfil e com o planejamento do investidor.
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Conteúdo produzido por Monitor Conexões, em parceria com Wiser Asset.
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Este é um conteúdo publicitário e exclusivamente informativo, não constituindo oferta, solicitação, análise ou recomendação de investimento. Fundos de investimento não contam com garantia do administrador, do gestor, de mecanismos de seguro ou do Fundo Garantidor de Créditos, o FGC. A rentabilidade passada não representa garantia de rentabilidade futura. Antes de investir, leia o regulamento e a lâmina de informações essenciais e verifique a adequação do produto ao seu perfil, aos seus objetivos e à sua necessidade de liquidez.











