O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta sexta-feira (7) em queda de 1,73%, aos 172.513,42 pontos, pressionado pela queda das ações da Petrobras e dos principais bancos.
Apesar de o balanço da estatal mostrar um lucro líquido atribuído aos acionistas duas vezes maior no segundo trimestre deste ano, a indicação de que a distribuição de dividendos extraordinários é “muito pouco provável” pressionou os papéis.
O movimento contrariou a alta vista nos Estados Unidos. O payroll registrou o fechamento de 23 mil postos de trabalho em julho, enquanto havia expectativa de criação de vagas. O resultado aumentou as perspectivas de manutenção dos juros americanos no nível atual, em vez de novas altas.
Além disso, o mercado acompanhou as discussões sobre o cenário político e as perspectivas para a Selic. Analistas também citaram uma rotação de recursos de mercados emergentes para os EUA, principalmente no setor de tecnologia — fator que também pressionou o Ibovespa.
Hoje, a Bolsa encerrou próxima da mínima do dia, de 172.131,20 pontos, e atingiu o menor nível em um mês. Na semana, o índice acumulou queda de 3,08%.
Destaques do Ibovespa
A Petrobras viu suas ações ordinárias (PETR3) caírem 3,42%, enquanto as preferenciais (PETR4) recuaram 2,99%. Já a Vale encerrou a sessão em queda, de 0,56%, apesar da alta do minério de ferro no mercado internacional.
No setor financeiro, o BTG Pactual recuou 4,07%. Itaú caiu 2,58%, Bradesco perdeu 2,20% e Banco do Brasil recuou 1,08%.
Entre as maiores altas do pregão ficaram Fleury (+9,73%), Azzas (+5,06%) e PetroReconcavo (+1,59%). Já entre as quedas, estiveram Lojas Renner (-8,09%), CSN Mineração (-5,22%) e Energisa (-5,22%).
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