Os brasileiros concentram a maior parte das transações digitais entre 18h e 23h, com pico entre 20h e 21h, segundo levantamento da Paag, empresa de tecnologia voltada à inteligência de dados para mercados regulados. Apesar do maior volume à noite, é durante o horário comercial que aparecem os maiores valores médios por operação.
O estudo, baseado em milhões de transações processadas pela plataforma no segundo trimestre de 2026, identificou uma divisão no comportamento ao longo do dia. À noite, predominam operações de menor valor e maior frequência. Já entre 8h e 11h, o ticket médio, valor médio movimentado em cada transação, é mais elevado.
Segundo a Paag, o padrão sugere que movimentações de maior valor são concentradas durante o expediente, enquanto pagamentos mais recorrentes e de menor valor ocorrem principalmente no período noturno.
Dia 20 concentra pico do mês
A análise também encontrou uma concentração das transações em determinados períodos do calendário mensal. Entre os dias 16 e 22, ocorre cerca de 31% de todo o volume e do valor movimentado no mês na plataforma.
O dia 20 registra, isoladamente, o maior número de transações e o maior volume financeiro de todo o ciclo mensal. Na outra ponta, o dia 31 apresenta a menor movimentação.
Segundo João Fraga, CEO da Paag, a primeira semana do mês responde por aproximadamente 24% das movimentações dos brasileiros, enquanto o intervalo entre os dias 8 e 15 representa cerca de 28%. Depois do dia 22, a atividade diminui gradualmente, até representar cerca de 17% das transações até o encerramento do mês.
Pix amplia liberdade para brasileiros movimentarem dinheiro
O Banco Central registrou 72,5 bilhões de transações de pagamento no primeiro semestre de 2025, crescimento de 15,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Pix respondeu por 36,9 bilhões de operações, mais da metade de todas as transações realizadas no país.
Para a Paag, o sistema de pagamentos instantâneos alterou também a relação entre rotina pessoal e movimentação financeira, já que os consumidores passaram a realizar operações de acordo com seus próprios horários.
Empresas podem usar dados para ajustar operações
Para João Fraga, o horário e a data de uma transação são indicadores capazes de ajudar empresas a entender o comportamento dos usuários.
“Existe uma divisão bastante clara entre o momento dedicado ao consumo cotidiano e aquele reservado para movimentações de maior valor. Essa inteligência permite que empresas planejem melhor suas operações, reforcem infraestrutura nos horários de maior demanda, aprimorem modelos de prevenção a fraudes e desenvolvam jornadas de pagamento mais eficientes”, afirmou.











