Em 1950, a Piraquê começou a construir sua fábrica em Madureira, no Rio de Janeiro, e três anos depois colocou os primeiros biscoitos no forno. A produção inicial de salgados abriu espaço para uma expansão rápida, que em 1957 já incluía massas como espaguete e talharim e ampliava o portfólio da marca.
Por que a construção iniciada em 1950 foi tão importante para a Piraquê?
A futura operação industrial começou a ganhar forma em 1950, quando foi iniciada a construção da fábrica na zona norte carioca. A Piraquê ainda precisaria de três anos até colocar sua linha de biscoitos efetivamente em funcionamento.
Esse intervalo mostra que o negócio nasceu apoiado em uma estrutura industrial planejada. Era necessário preparar instalações, equipamentos e linhas capazes de manter produção regular, uma diferença importante em relação a empresas alimentícias que começaram apenas com pequenas oficinas ou padarias.

O que saiu primeiro dos fornos quando a fábrica abriu em 1953?
Quando a fábrica de biscoitos foi inaugurada, em 1953, a primeira produção foi de salgados. A categoria abriu a operação e permitiu que as novas instalações começassem a desenvolver ritmo, padronização e distribuição antes que outras famílias de alimentos fossem incorporadas.
A evolução dos primeiros anos pode ser observada em uma sequência curta:
- 1950: início da construção da fábrica;
- 1953: inauguração da produção de biscoitos;
- Salgados: primeiros produtos feitos na unidade;
- 1957: chegada da produção de massas.
Como a Piraquê passou dos biscoitos para espaguete e talharim?
Apenas quatro anos depois da inauguração dos fornos, a produção foi diversificada. A Piraquê passou a fabricar também massas, aumentando o aproveitamento da estrutura industrial e colocando a marca em outra categoria importante da alimentação cotidiana.
Espaguete e talharim ampliaram o alcance comercial sem abandonar os biscoitos. Essa combinação ajudou a formar um portfólio mais amplo, capaz de ocupar diferentes espaços dentro dos pontos de venda e de reduzir a dependência de uma única linha de produtos.

O que aconteceu com a marca depois de décadas de expansão?
O negócio continuou diversificando produtos e mantendo forte ligação com o mercado carioca. Décadas mais tarde, a empresa entrou em uma nova etapa societária, quando a aquisição pela M. Dias Branco foi submetida à análise e recebeu aprovação do Cade em 2018.
A mudança ocorreu muito depois dos primeiros fornos, mas mostra até onde chegou aquela estrutura iniciada nos anos 1950. Uma fábrica criada para produzir biscoitos salgados acabou sustentando uma marca com atuação em diferentes categorias e presença consolidada no mercado.
Por que aqueles sete primeiros anos ajudam a explicar a força da marca?
Entre o início das obras e a chegada das massas passaram apenas sete anos. Nesse período, a empresa construiu a fábrica, colocou os biscoitos em produção e adicionou uma segunda grande categoria, estabelecendo rapidamente uma base industrial mais diversificada.
O crescimento posterior acrescentou novos produtos e ampliou a distribuição, mas o desenho inicial já estava formado. A Piraquê nasceu industrialmente em Madureira, começou pelos salgados em 1953 e, em 1957, já mostrava que aquela fábrica havia sido pensada para crescer muito além de um único produto.











