O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta terça-feira (1) em alta de 1,30%, aos 179.722,48 pontos, apoiado pelo retorno dos investidores estrangeiros e pelas eleições presidenciais de 2026.
A valorização ganhou força pela montagem de posições em opções de compra de ações brasileiras, conhecidas como calls, para dezembro do EWZ, principal ETF de ações brasileiras negociado nos Estados Unidos, e de Petrobras.
No cenário eleitoral, pesquisas recentes apontaram redução da diferença entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em simulações de segundo turno, movimento que tem sido acompanhado por investidores diante das expectativas para a política fiscal.
Em fala ao Broadcast, Luiz Mendes, head de alocação da Angatu Private, disse que a alta recente do Banco do Brasil, que chegou ao quarto dia seguido de valorização, também indica mudança no posicionamento de parte do mercado em relação às eleições.
A alta do petróleo também contribuiu para o desempenho da Petrobras. O contrato do Brent para novembro subiu 4,6%, a US$ 94,65 por barril. A valorização ocorreu em meio às tensões entre EUA e Irã e às preocupações relacionadas ao Estreito de Ormuz.
Destaques do Ibovespa
As ações da Petrobras dispararam 4,14% (ON) e 4,11% (PN), acompanhando a alta do petróleo no mercado internacional. Os papéis da Vale avançaram 0,58%, superando a leve alta do minério de ferro na China.
No setor financeiro, a sessão também foi positiva para a maioria dos bancos. Banco do Brasil subiu 2,27%, enquanto BTG Pactual avançou 2,30%. Bradesco ganhou 1,22% e Itaú teve alta de 0,96%. A exceção foi o Santander, que recuou 0,74%.
Entre as maiores altas do pregão ficaram CSN (+7,89%), C&A (+5,41%) e Brava (+5,08%). Já entre as quedas, estiveram Magazine Luiza (-3,95%), Fleury (-2,39%) e Embraer (-1,40%).
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