O BTG Pactual divulgou a atualização de sua carteira teórica de ações internacionais para setembro de 2026, denominada “20 Prime”. Na visão do banco, o cenário continua fundamentalmente construtivo, mas cada vez mais seletivo.
“O forte crescimento dos lucros, as revisões positivas das estimativas, os investimentos contínuos em nuvem e centros de dados e a lucratividade corporativa resiliente fornecem uma base sólida para as ações”, afirmou Luis Mollo, estrategista de Ações Globais do BTG.
Para ele, o Federal Reserve retomou a condução da narrativa macroeconômica após as discussões ocorridas no simpósio de Jackson Hole no final de agosto, enquanto mantém uma política monetária restritiva.
A decisão, no entanto, contraria a expectativa anterior de agentes de mercado que aguardavam por uma postura dovish (redução das taxas de juros e flexibilização da economia). E, como o Índice de Preços de Gastos com Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês), a principal métrica de inflação utilizada pelo Fed segue acima da meta de 2% e o mercado de trabalho opera próximo do pleno emprego, os juros devem permanecer no patamar atual por mais tempo.
Juros altos elevam exigência sobre empresas
A permanência das taxas de juros em patamares elevados altera a dinâmica de investimentos em renda variável. O relatório explica que esse cenário aumenta a taxa mínima de rentabilidade efetiva exigida pelo mercado.
Esse aumento do custo do dinheiro provoca uma dispersão nos preços das ações. Com isso, os investidores passam a selecionar ativos de forma individual com base em seus fundamentos específicos, em vez de comprar índices de mercado gerais.
Para setembro, o BTG Pactual indica preferência por companhias com balanços patrimoniais que apresentem geração de fluxo de caixa livre.
O debate sobre Inteligência Artificial migra de foco
O crescimento de lucros corporativos no segundo trimestre é apontado como o principal suporte para as ações norte-americanas. Segundo a análise do BTG, as revisões positivas de lucros começaram a se estender para além do setor de tecnologia de mega-capitalização (empresas de grande porte do setor de tecnologia).
A demanda por infraestrutura de Inteligência Artificial (IA) continua em expansão em áreas como semicondutores, armazenamento em nuvem e energia. Embora os números da fabricante de chips Nvidia tenham confirmado essa projeção de demanda, o mercado financeiro passou a monitorar a eficiência de capital dessas operações.
O foco dos analistas agora se direciona à capacidade de conversão dessa infraestrutura tecnológica em retorno financeiro e em fluxo de caixa duradouro sobre o capital que foi investido pelas empresas.
Lista das 20 empresas selecionadas
Abaixo constam as companhias selecionadas pelo BTG Pactual para compor a carteira teórica do mês de setembro:
- Microsoft (MSFT)
- Nvidia (NVDA)
- Amazon (AMZN)
- Alphabet (GOOG)
- Meta (META)
- Micron (MU)
- Eli Lilly (LLY)
- Visa (V)
- JPMorgan Chase (JPM)
- Morgan Stanley (MS)
- TSMC (TSM)
- Walmart (WMT)
- Coca-Cola (KO)
- GE Vernova (GEV)
- Broadcom (AVGO)
- HCA Healthcare (HCA)
- Constellation Energy (CEG)
- Johnson & Johnson (JNJ)
- United Rentals (URI)
- Alibaba Group (BABA)











