Trens de grãos quilométricos, lavouras até o horizonte e formações rochosas com pinturas milenares. Essa é Rondonópolis, no sudeste de Mato Grosso, a cerca de 215 km de Cuiabá.
A cidade que quase desapareceu do mapa
Poucos sabem que Rondonópolis quase deixou de existir. O povoado do Rio Vermelho começou a se formar em 1902, mas entre 1931 e 1947 ficou praticamente despovoado.
Enchentes, epidemias e a corrida por diamantes na vizinha Poxoréu esvaziaram o distrito, segundo a Prefeitura de Rondonópolis. A retomada veio com as colônias agrícolas do governo estadual, e a cidade só se emancipou em 10 de dezembro de 1953.

Por que se chama Rondonópolis?
O nome é uma homenagem a um dos maiores exploradores do país. Em 1918, o antigo Rio Vermelho passou a se chamar Rondonópolis, em referência ao Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon.
Rondon liderou a construção das linhas telegráficas que integraram o Centro-Oeste ao restante do Brasil no início do século XX. Antes da chegada dos colonos, a região era habitada pelos povos indígenas Bororo, que mantêm presença na Reserva Indígena Tadarimana, dentro dos limites do município.

O maior terminal de grãos da América Latina
Hoje a cidade é uma engrenagem central do agronegócio brasileiro. Rondonópolis é a segunda maior economia de Mato Grosso e lidera o ranking de exportações do estado, conhecida como a Capital Nacional do Agronegócio.
O Terminal de Rondonópolis, operado pela Rumo Logística, é apontado como o maior terminal ferroviário de grãos da América Latina, com capacidade de 40 milhões de toneladas por ano. No auge da safra, recebe até 2 mil caminhões por dia, e de lá partem trens de 120 vagões rumo ao Porto de Santos. Em abril de 2026, a multinacional chinesa COFCO anunciou um investimento de mais de R$ 2 bilhões para transformar sua unidade local no maior complexo de esmagamento de soja do país.
O que fazer em Rondonópolis?
Apesar da vocação agrícola, a cidade guarda natureza e história em poucos quilômetros. O Cerrado aparece logo nas bordas da área urbana.
- Parque Ecológico João Basso: conhecido como Cidade de Pedra, reúne formações rochosas e inscrições rupestres pré-coloniais.
- Museu Municipal Rosa Bororo: instalado em uma das edificações mais antigas, com acervo sobre o Marechal Rondon e a história local.
- Horto Florestal Isabel Dias Goulart: bosque no centro, com pista de cooper, macacos, jabutis e parque infantil.
- Casario: conjunto de casas de adobe e alvenaria em estilo dos anos 1930, retrato dos primeiros tempos da cidade.
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No conteúdo, o canal 3em3 mostra um roteiro completo de fim de semana, explorando as belas quedas d’água do Complexo Turístico Carimã, a deliciosa Trilha do Silêncio, o agito noturno da Feira da Vila Aurora com o tradicional pastel rondonopolitano, além de dicas excelentes de hospedagem no Comfort Hotel para você saber exatamente o que fazer em Rondonópolis, Mato Grosso.
Qual a melhor época para visitar?
Rondonópolis tem clima quente o ano todo, com duas estações bem marcadas. A seca, de maio a agosto, é a melhor para trilhas e cachoeiras; o verão chuvoso deixa o Cerrado verde.
| Estação | Meses | Temperatura | Chuva | O que fazer |
|---|---|---|---|---|
| Verão | Dez-Fev | 22-33°C | Alta | Bosques e museus |
| Outono | Mar-Mai | 21-33°C | Média | Cidade de Pedra |
| Inverno | Jun-Ago | 18-32°C | Baixa | Cachoeiras e trilhas |
| Primavera | Set-Nov | 22-35°C | Média | Cerrado e parques |
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar a Rondonópolis
A cidade fica no entroncamento das rodovias federais BR-163 e BR-364, que ligam o Norte ao Sul do país. De Cuiabá, são cerca de 215 km pela BR-364.
Esse cruzamento de estradas é a razão de boa parte da produção de Mato Grosso passar por ali. A cidade conta ainda com aeroporto e com o complexo ferroviário que a conecta ao litoral paulista.
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Conheça a capital do agronegócio
Rondonópolis reúne a história de uma cidade que quase sumiu do mapa e renasceu como potência do agronegócio, sem perder o Cerrado e as pinturas rupestres no entorno. É o retrato do Brasil produtivo, onde lavouras, trilhos e história ancestral se cruzam.
Você precisa conhecer Rondonópolis e visitar a Cidade de Pedra para ver o outro lado da Capital Nacional do Agronegócio.











