A cerca de 400 km de Belo Horizonte, no sul mineiro, Lambari junta duas heranças raras: o primeiro requeijão cremoso do Brasil, criado ali por dois imigrantes italianos, e um subsolo com seis fontes de água mineral que atravessam séculos de história.
A cidade onde nasceu o Catupiry
Em 11 de novembro de 1911, o casal Mário Silvestrini e Isaíra Silvestrini começou a produzir artesanalmente um requeijão de textura firme e cremosa na então Estância Hidromineral de Águas Virtuosas do Lambary. Segundo a Prefeitura Municipal de Lambari, o produto foi o primeiro requeijão cremoso brasileiro.
O nome vem do tupi-guarani e significa excelente. Cada porção era embalada em papel celofane e colocada à mão em caixinhas redondas de madeira que viraram símbolo do produto. A fábrica original foi transferida para São Paulo em 1949, mas a receita nasceu na roça mineira que hoje tem cerca de 20 mil habitantes.

Seis fontes minerais que atraem viajantes desde o século XIX
A história de Lambari começou em 1780, quando o fazendeiro Antônio de Araújo Dantas descobriu nascentes em suas terras. O povoado foi fundado em 1834 como Águas Virtuosas, nome mantido até 1930. Em 1970, a cidade recebeu o título de Estância Mineral pelo governo federal.
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O centro abriga o Parque das Águas, com seis fontes numeradas de composição química distinta. A Fonte 1 é gasosa e recomendada para tratamentos renais. A Fonte 2 é alcalina, indicada para o estômago. A Fonte 3 é magnesiana, usada para o fígado. Cada bica atrai visitantes em busca das propriedades terapêuticas atribuídas às águas.

O que fazer em Lambari além das fontes?
A cidade combina charme belle époque com paisagem serrana. O Lago Guanabara e o antigo Cassino são os cartões-postais, e as cachoeiras ficam a poucos minutos do centro.
- Parque das Águas: complexo central com seis fontes minerais, piscina de água mineral e fonte luminosa. Ponto de partida do turismo local.
- Cassino do Lago: inaugurado em 24 de abril de 1911 pelo presidente Marechal Hermes da Fonseca. Tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG).
- Lago Guanabara: 5 km de orla no centro da cidade, com pedalinhos, lanchas, jet ski e calçadão para caminhada.
- Parque Estadual Nova Baden: reserva estadual a 4 km do centro, com trilhas na Mata Atlântica e cachoeiras.
- Serra das Águas Virtuosas: pedra em forma de toca com 20 m de altura, cercada de mata nativa e mina de água cristalina.
- Rampa de Voo Livre: no alto da serra a 1.300 m de altitude, ponto de decolagem com vista panorâmica do vale.
Quem deseja conhecer Lambari, em Minas Gerais, vai curtir este vídeo especialmente selecionado do canal Nina Morais, que conta com quase 3 mil visualizações, onde ela apresenta um tour tranquilo pela cidade, destacando o Parque das Águas, o belo prédio do antigo Cassino (atual sede da prefeitura), o lago e a fonte das águas minerais.
Como é o clima em Lambari durante o ano?
A 890 m de altitude, Lambari tem clima tropical de altitude, com verões chuvosos e invernos secos e frios. As manhãs de inverno chegam a ficar em um dígito.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar a Lambari?
Lambari fica a 273 km de São Paulo pela Rodovia Fernão Dias (BR-381) mais a MG-179, cerca de quatro horas de carro. De Belo Horizonte são 369 km pela BR-381, também cerca de cinco horas. Os aeroportos mais próximos são Confins, em BH, e Viracopos, em Campinas. Ônibus intermunicipais partem diariamente das duas capitais.
Beba na fonte da cidade que inventou o requeijão
Lambari junta um marco da gastronomia brasileira, um casario belle époque tombado e seis fontes minerais raras num raio de poucas ruas. Poucas cidades do sul mineiro conseguem condensar tanta história em tão pouco espaço.
Você precisa reservar um fim de semana para conhecer Lambari e beber água na fonte da cidade que deu ao Brasil o Catupiry.











