A poucos quilômetros de Porto Alegre, uma cidade que nasceu como aldeia indígena no século XVIII virou um dos principais endereços industriais do Rio Grande do Sul. O contraste chama atenção: pátios de montadora de um lado, campo, morro protegido por lei e safári com animais em liberdade do outro. Gravataí reúne as duas coisas no mesmo município.
Como uma aldeia do século XVIII virou município industrial?
Pela sequência de funções que o lugar acumulou ao longo de dois séculos e meio. Segundo a Câmara Municipal de Gravataí, a história local começa oficialmente em abril de 1763, com a fundação da Aldeia de Nossa Senhora dos Anjos, em um contexto de expansão portuguesa ao sul do continente por meio de cartas de sesmarias.
A virada econômica veio no fim do século XX. A Câmara Municipal registra que a instalação do complexo industrial da General Motors foi uma grande conquista para o município, consolidando a cidade como referência do setor metalmecânico na região metropolitana.

Por que um morro da cidade virou patrimônio estadual?
Porque reúne valor histórico e ambiental no mesmo ponto. De acordo com o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, uma lei declarou o Rio Gravataí e o Morro Itacolomi patrimônio cultural estadual, e foi nas proximidades do morro que se fundou a aldeia que deu origem à cidade.
A fauna reforçou o argumento da proteção. O governo estadual cita entre as espécies que habitam o Itacolomi lontras, bugios, guará-chaim, mão-pelada, capivaras, saracuras e pombas do mato, conjunto descrito como um zoológico a céu aberto que exige fiscalização permanente.

O que ver na cidade fora do circuito industrial?
O município reúne área rural extensa, patrimônio histórico e parques. Confira o que estrutura a visita, conforme o portal oficial de turismo do Rio Grande do Sul:
- Morro Itacolomi: marco natural que consta no brasão do município, com vista aberta da região metropolitana.
- Pampas Safari: parque de 320 hectares aberto à visitação motorizada, com animais criados em liberdade, área de lazer e museu ao ar livre.
- Museu Municipal Agostinho Martha: acervo instalado em prédio histórico de estilo colonial português erguido por volta de 1870.
- Parque Municipal de Eventos: espaço com galpão crioulo, churrasqueira e forno a lenha, palco das grandes festas locais.
- Cascatinha de Morungava: queda d’água no interior do município, procurada para banho de rio no verão.
- Centro de Tradições Gaúchas Aldeia dos Anjos: referência da cultura tradicionalista no município.
O vídeo do canal Diogo Elzinga, com mais de 52 mil visualizações, apresenta de forma humorada algumas curiosidades e o cotidiano da cidade de Gravataí (RS), na região metropolitana de Porto Alegre.
Como é o clima em Gravataí ao longo do ano?
O município tem clima subtropical úmido, com chuva bem distribuída e quatro estações definidas. Veja como o ano se comporta em Gravataí:
Médias de chuva com base no Climatempo. As condições variam de um ano para outro pela influência do El Niño, da La Niña e de outros fenômenos, então vale conferir a previsão atualizada antes da viagem.
Como se chega ao município saindo da capital gaúcha?
A cidade integra a região metropolitana e fica a poucas dezenas de quilômetros do centro de Porto Alegre, com acesso rodoviário direto e ligação pela chamada Free-Way. O deslocamento costuma render menos de meia hora fora dos horários de pico.
A área rural surpreende quem chega. Boa parte do território municipal está fora do perímetro urbano, o que explica a presença de cachoeiras, campo aberto e propriedades rurais a poucos minutos do distrito industrial.
Conheça a cidade gaúcha onde a fábrica divide espaço com o campo
O que torna esse município interessante é a convivência de coisas que costumam se excluir. No mesmo território há linha de montagem automotiva, morro tombado como patrimônio estadual e bichos circulando soltos em um parque de centenas de hectares.











