Quando o cacau brasileiro entrou em colapso nos anos 1950, o governo federal criou um órgão específico para socorrer a lavoura, e ele nasceu no sul da Bahia. Décadas depois, com a economia diversificada, a cidade que virou o centro comercial dessa região ainda carrega o cacau na identidade. Itabuna, às margens do Rio Cachoeira, é o coração urbano da Costa do Cacau.
Por que o governo federal criou um órgão só para o cacau?
Porque a lavoura vivia uma crise grave e sustentava boa parte das exportações baianas. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC) foi criada em 20 de fevereiro de 1957 pela Lei nº 3.995, com o objetivo de recuperar e expandir a lavoura cacaueira brasileira.
O resultado apareceu nas décadas seguintes. O ministério registra que, entre os anos 1960 e 1980, a produção nacional de cacau cresceu mais de 300%, e a comissão manteve desde o início um modelo que reúne pesquisa, extensão rural e ensino agrícola em um só órgão.

Que ligação o órgão mantém com a cidade?
Uma vinculação histórica que o próprio município reivindica. Conforme a Prefeitura de Itabuna, a CEPLAC é descrita como um órgão nascido genuinamente grapiúna, termo usado para designar o povo da região cacaueira baiana, e foi fundamental para o estágio de desenvolvimento que a região alcançou.
A estrutura de pesquisa ficou instalada bem ali. O Ministério da Agricultura e Pecuária registra que a coordenação regional para Bahia e Espírito Santo funciona na Rodovia Ilhéus-Itabuna, km 22, no eixo que liga a cidade ao litoral e concentra o centro de pesquisas do cacau.

O que a cidade oferece hoje ao visitante?
Um perfil urbano e de serviços, funcionando como base para roteiros da região. Confira o que estrutura a visita:
- Centro comercial: um dos maiores do interior baiano, herdeiro do período em que o cacau movimentava a economia regional.
- Margens do Rio Cachoeira: área de lazer no centro, com espaço para caminhada e atividades ao ar livre.
- Ita Pedro: grande evento festivo que a Prefeitura de Itabuna apresenta como política de desenvolvimento socioeconômico ligada ao turismo regional.
- Fazendas de cacau: propriedades da região abertas à visitação, com produção de chocolate artesanal.
- Base para o litoral: a cidade fica no eixo rodoviário que leva a Ilhéus e ao litoral sul baiano.
- Costa do Cacau: circuito turístico regional do qual o município participa junto a cidades vizinhas.
Este vídeo do canal Cidades do Interior, com 3 mil visualizações, apresenta um panorama sobre a cidade de Itabuna, na Bahia.
Como é o clima em Itabuna ao longo do ano?
O sul baiano é quente o ano inteiro, com chuva bem distribuída e sem estação seca marcada. Veja como o calendário se comporta em Itabuna:
Médias de chuva com base no Climatempo. As condições variam de um ano para outro pela influência do El Niño, da La Niña e de outros fenômenos, então vale conferir a previsão atualizada antes da viagem.
Como se chega à cidade no sul da Bahia?
O acesso principal é rodoviário, pela BR-101, que corta o município e o liga tanto ao norte quanto ao sul do estado. De Itabuna, a BR-415 segue para o litoral e para o aeroporto de Ilhéus, o mais próximo.
A posição faz da cidade uma base prática. Quem vai conhecer as fazendas de cacau do interior e depois as praias do litoral costuma usar Itabuna como ponto de apoio, já que ambos os trajetos partem dali.
Conheça a cidade que virou o centro urbano do cacau brasileiro
O caso de Itabuna mostra o que sobra quando um ciclo econômico acaba. A lavoura perdeu força, mas ficaram o comércio, a estrutura de serviços e um órgão federal de pesquisa que continua trabalhando pela mesma cultura que deu nome à região.











